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Vacinação contra a Covid-19: perguntas e respostas

Dúvidas sobre a vacinação? Confira abaixo uma série de perguntas e respostas sobre os principais tópicos que ainda causam dúvidas sobre a imunização

Neste domingo, 17, o Brasil inteiro parou para acompanhar a aprovação, feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do uso emergencial de duas vacinas contra Covid-19: a de Oxford e a CoronaVac. Tomada pela emoção, a população acompanhou ao vivo os primeiros brasileiros a serem imunizados em território nacional.

Porém, o início da vacinação, traz diversas dúvidas e, para ajudar a esclarecê-las, o Infectologista e Coordenador Médico do Serviço do Controle de Infeção e Segurança do Paciente da Unimed Vale do Sinos, Dr. Marcelo Bitelo, irá responder algumas perguntas sobre a vacinação e nos ajudar a entender melhor como irá ocorrer este processo.

Unimed Vale do Sinos: Quem já teve Covid-19 está imunizado?

Marcelo Bitelo: O fato da pessoa ter sido exposta ao SARS-CoV-2 não é garantia de imunidade. Algumas pessoas, apesar de terem tido o diagnóstico de Covid-19, não desenvolveram anticorpos contra ao Coronavírus, enquanto outras desenvolveram anticorpos que não atingiram uma quantida-de suficiente para ficar imune também. Outro ponto é que o nível de anticorpos vai caindo com o tempo, tanto é que tem ocorrido casos de reinfecções por Coronavírus.

UVS: Quem se vacinar fica imune à contaminação ou apenas não desenvolve a forma mais grave da doença?

MB: Quem realizar a vacina ficará imune à contaminação, mas caso venha adoecer pelo SARS-CoV-2, mesmo vacinado, não apresentará caso grave. Essas são informações apresentadas pelos la-boratórios que desenvolveram as vacinas até o momento, com bases nos ensaios realizados. 

UVS: Quem estiver com sintomas gripais, pode fazer a vacina?

MB: Assim como em qualquer vacina, se a pessoa está apresentando febre, deve adiar a vacinação.

UVS: Quais vacinas teremos acesso aqui na região?

MB: Até o momento, a Anvisa autorizou para uso emergencial no Brasil apenas a vacina Corona-vac/Butantan e a Oxford-AstraZeneca/Fiocruz. Dependeremos da logística do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde do RS para sabermos qual teremos disponível no Vale do Sinos.

UVS: A vacina irá proteger contra todas as mutações do vírus?

MB: Dizem os laboratórios envolvidos no desenvolvimento das vacinas, que essas protegerão contra várias cepas. Como isso é muito recente, o seguimento pós-vacinação da população vai mostrar se surgirão novas cepas que precisarão ser incluídas nas vacinas. 

UVS: Já é possível saber se vamos precisar de vacina anualmente ou se apenas uma dose será necessária?

MB: As recomendações até o momento são de que teremos campanhas de vacinação anuais para o Coronavírus, assim como na Influenza.

UVS: Qual a rapidez de uma vacina para frear a pandemia?

MB: A vacina é uma das estratégias para o combate à pandemia. Ela, com certeza, vai colaborar com a incidência dos casos e, associada com outras estratégias, vão conter a pandemia. 

UVS: Após ser vacinado, podemos parar de tomar os cuidados exigidos com a pandemia, como o uso de máscara, álcool gel ou higienização das compras quando voltamos do mercado?

MB: Todas as pessoas, independentemente de terem sido vacinadas ou não, deverão continuar utili-zando máscaras, mantendo as medidas de distanciamento social e higienizando as mãos.

UVS: Qual é a taxa de eficácia exigida para que uma vacina possa ser aplicada?

MB: Para os órgãos reguladores, uma vacina deverá apresentar uma eficácia superior a 50%.  

UVS: Notícias falsas têm causado medo na população, que acaba ficando insegura para reali-zar a imunização. Como lidar e orientar as pessoas adequadamente?

MB: As vacinas são uma das maiores conquistas da medicina, com grande impacto na morbi-mortalidade e, inclusive, com erradicação de algumas doenças. Qualquer vacina que foi aprovada por órgão regulador, é segura para ser administrada na população.

UVS: As vacinas serão disponibilizadas na rede privada em algum momento?

MB: Enquanto as vacinas forem liberadas apenas para uso emergencial, não poderão ser comerciali-zadas em clínicas privadas de vacina. Então, neste primeiro, momento, a vacina será disponibilizada apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

UVS: Qual a diferença das vacinas com vírus ativo e inativo? Por que algumas vacinas preci-sam de várias doses e outras não?

MB: Algumas vacinas desenvolvidas utilizam o próprio SARS-CoV-2 inativado na sua composição enquanto outras utilizam o chamado “vetor viral”, na qual utilizam um outro vírus modificado gene-ticamente com estruturas do Coronavírus para induzir a imunidade. Até o momento, todas as vaci-nas disponíveis, necessitam de 2 doses.

UVS: Existe um intervalo máximo de tempo para fazer a segunda dose daquelas imunizações que exigem a segunda dose?

MB: O intervalo entre as doses vai depender da recomendação de cada laboratório, com base nos resultados dos ensaios clínicos encontrados durante o processo de desenvolvimento das vacinas.

UVS: A vacinação será obrigatória?

MB: Foi divulgado pelo Ministério da Saúde que a vacina será obrigatória, respeitando os grupos prioritários para a vacinação neste primeiro momento, até que toda a população seja contemplada. A vacinação é uma das estratégias para acabar com a pandemia, então as pessoas devem receber a vacina pelo benefício do coletivo e não apenas do indivíduo.

E você? Ainda tem alguma dúvida sobre a vacinação contra o Coronavírus? Envie uma mensagem em nosso Facebook, Instagram ou Twitter.

Infectologista e Coordenador Médico do Serviço do Controle de

Infeção e Segurança do Paciente da Unimed Vale do Sinos,

Dr. Marcelo Bitelo



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